Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são condições que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, comprometendo não apenas a qualidade de vida, mas também a produtividade no trabalho.
Em casos mais graves, esses distúrbios podem até levar à aposentadoria por invalidez, impactando profundamente a vida pessoal e profissional de quem sofre com elas.
A boa notícia é que, com os avanços da fisioterapia e da tecnologia, existem tratamentos eficazes para aliviar a dor e promover a recuperação. Duas técnicas têm se destacado nesse cenário: a LEDterapia e a TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea).
Quer saber qual delas é a melhor opção para você? Vamos explorar essa questão a fundo!
Qual a diferença entre LER e DORT?
A sigla LER não se refere a uma doença específica, mas sim a um grupo de afecções do sistema musculoesquelético que podem surgir devido a movimentos repetitivos ou esforços excessivos.
Essas lesões afetam músculos, tendões, ligamentos e nervos, causando sintomas como dor, inflamação, rigidez e redução da mobilidade.
A sigla DORT foi introduzida para substituir a LER e deixar mais evidente a associação com a sobrecarga laboral, seja dinâmica (ex.: esforço repetitivo) ou estática (ex.: postura inadequada).
São exemplos de LER e DORT…
- Tendinite;
- Bursite;
- Síndrome do túnel do carpo;
- Dores musculares crônicas.
Os sintomas mais comuns incluem:
- Dor localizada ou irradiada em mãos, punhos, cotovelos, ombros, pescoço ou coluna.
- Formigamento ou dormência, especialmente em casos de compressão nervosa, como na síndrome do túnel do carpo;
- Rigidez muscular, ou seja, dificuldade para movimentar articulações após períodos de repouso;
- Fadiga muscular, com sensação de cansaço mesmo após esforços leves;
- Redução da força, apresentando dificuldade para segurar objetos ou realizar tarefas simples;
- Inchaço e inflamação, nos casos de tendinites ou bursites

LER e DORT ocorrem por qual motivo?
Movimentos repetitivos
Um dos principais vilões é a repetição constante de um mesmo movimento.
Seja digitando no computador, operando máquinas ou realizando tarefas manuais, isso sobrecarrega músculos, tendões e articulações, levando a microlesões que, com o tempo, transformam-se em problemas maiores.
Postura inadequada
Passar horas com postura incorreta também é um fator de risco.
Curvar as costas, apoiar os punhos de maneira incorreta ou manter os ombros tensionados pode causar tensão muscular e compressão de nervos, facilitando o surgimento de LER e DORT.
Esforço excessivo
Levantar pesos, fazer força de maneira inadequada ou realizar atividades que exigem muito dos músculos sem o devido preparo físico também contribui para o desenvolvimento dessas lesões.
O esforço excessivo sem intervalos de descanso é um prato cheio para o aparecimento de dores e inflamações.
Estresse e pressão no ambiente de trabalho
O fator psicológico não pode ser ignorado.
O estresse e a pressão no trabalho podem levar à tensão muscular crônica, piorando os sintomas e acelerando o desenvolvimento de LER e DORT.
Falta de ergonomia
Ambientes de trabalho mal projetados, com móveis e equipamentos que não se ajustam às necessidades do corpo, são um terreno fértil para essas condições.
Uma cadeira desconfortável, uma mesa na altura errada ou um mouse que obriga a mão a estar em uma posição inadequada podem ser suficientes para desencadear problemas.
Sedentarismo
A falta de atividade física enfraquece a musculatura e reduz a flexibilidade, deixando o corpo mais vulnerável a lesões. Por outro lado, exercícios mal executados ou feitos sem orientação também podem contribuir para o surgimento de LER e DORT.
A boa notícia é que, com prevenção e tratamento adequados, é possível evitar ou reverter esses problemas.
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LER e DORT permitem aposentadoria por invalidez?
Essa é uma dúvida comum entre trabalhadores que sofrem com essas condições.
A resposta é: sim, é possível, mas há critérios específicos que precisam ser atendidos para que o benefício seja concedido.
Incapacidade permanente
O trabalhador deve passar por uma perícia médica do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que ateste a incapacidade total e permanente para o trabalho.
Relação com o trabalho
É necessário comprovar que as lesões estão diretamente relacionadas às atividades profissionais.
Isso pode ser feito por meio de laudos médicos, exames e relatórios que demonstrem a conexão entre o trabalho e a condição de saúde.
Carência mínima
O trabalhador precisa ter contribuído para o INSS por um período mínimo (geralmente 12 meses) para ter direito ao benefício.
O que fazer se o benefício for negado?
Caso o pedido de aposentadoria por invalidez seja negado, o trabalhador tem o direito de recorrer:
- Entrando com um recurso administrativo, solicitando uma nova perícia médica e apresentando documentos adicionais que comprovem a incapacidade laboral;
- Buscando auxílio jurídico, pois um advogado especializado em Direito Previdenciário pode ajudar a preparar um recurso mais robusto ou até mesmo ingressar com uma ação judicial.
Como tratar LER e DORT?
O tratamento deve ser multidisciplinar, combinando abordagens que aliviem a dor, reduzam a inflamação e promovam a recuperação dos tecidos afetados.
Entre as técnicas mais promissoras estão a LEDterapia (fotobiomodulação) e a TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea), ambas amplamente estudadas e validadas pela comunidade científica. A escolha entre LEDterapia e TENS dependerá das necessidades específicas.





