A utilização de aparelhos de LED e laser no esporte já é conhecida há vários anos.
Os físicos, engenheiros e biólogos que estudam fotônica e os efeitos das radiações eletromagnéticas na natureza (laser, RX, micro ondas, etc) descobriram nos anos 60 que a radiação NIR (Near Infra Red), que vai de 690nm até 900nm, na dose de 1 a 10J/cm², estimulava a multiplicação de algumas células de mamíferos. As primeiras células estudadas foram células da mucosa de ratos.
Os primeiros trabalhos mostravam que essas células crescem cerca de 3 vezes mais rápido quando irradiadas com esses parâmetros.
Várias doses foram comparadas, vários comprimentos de onda e, claro, várias outras células, inclusive humanas.
Estudos sobre a luz
Como as primeiras células estudadas eram de revestimento (mucosa e epiteliais) a primeira suposição feita foi que essa radiação era promissora e poderia acelerar a cicatrização de feridas. De fato, essa foi uma linha de pesquisas evoluiu bastante.
Paralelamente, várias pesquisas começaram a mostrar que outras células respondiam da mesma forma (célula muscular, osteoblasto, fibroblasto, etc) o que ampliou o leque de possíveis aplicações clínicas.
Um célebre trabalho publicado em dezembro de 2001, de autoria de 17 militares americanos da NASA, Marinha de Guerra, Esquadrão de Submarinos e da Universidade de Milwaukee encabeçado pelo Dr. Harry T. Whelan mostrava os resultados clínicos, agora não mais experimentais, em marinheiros com lesões músculo-esqueléticas pós treinamentos militares e exercícios.
Os resultados foram muito impactantes. Eles tratavam essas pessoas com mantas de LED 660nm e a recuperação demorava a metade do tempo normal.
Trabalhos envolvendo gêmeos idênticos, submetidos ao mesmo treino e cargas, mostram que o que usa manta de LED desenvolve mais massa muscular do que os gêmeo que não usa.
Trabalhos sobre ciclismo mostram que grupos que usam placa de LED têm melhor desempenho do que os que não usam.
Várias outras publicações sugerem o uso de LEDterapia em lesões por tensão nos isquiotibiais no futebol, treinamento aeróbico de resistência, aumento da massa muscular pós treino, diminuição do estresse oxidativo e dor pós treino, tendinopatia do cotovelo nos tenistas, aceleração da recuperação e regeneração muscular pós jogo e treino no futsal, resposta muscular após fadiga dentre outras.
Laser e LED no esporte
Após essas publicações surgiram inúmeros artigos mostrando os resultados positivos dos Lasers e LEDs, sempre dentro dessa faixa de irradiação e doses até maiores do que 10J/cm², na regeneração e recuperação pós treino, no tratamento de lesões esportivas, no tratamento da dor crônica e mais recentemente sobre o impacto da LEDterapia na performance esportiva.
Descoberta do mecaniscmo de ação da luz
O grupo da Dra Tiina Karu descobriu que a radiação NIR é absorvida pelas mitocôndrias, mais especificamente pelo Citocromo C Oxidase, um pigmento que faz parte da cadeia respiratória transportando elétrons através das membranas mitocondriais.
Essa teoria, retro-signaling, aponta o aumento da produção de ATP, Óxido Nítrico e ROs como os efeitos primários da irradiação levando a várias outras reações celulares culminando no aumento do trabalho celular, especialmente em células danificadas ou sob algum tipo de estresse.
O aumento de ATP significa aumentar todas as reações de fosforilação dentro da célula, ou seja, aumento de energia para todas as atividades celulares. Aumento de Óxido Nítrico, o mais poderoso vasodilatador conhecido, aumenta o aporte de nutrientes para as células e o aumento de ROs acelera a produção de sinalizadores para o núcleo celular aumentar a produção de proteínas (retro signaling – da mitocôndria, citoplasma para o núcleo).
Outras alterações como aumento da permeabilidade da membrana e dos canais de cálcio também foram demonstrados.
Com mais energia e nutrientes, as células atingem condições ótimas para realizarem suas funções.
Qual é o mais indicado, LED ou Laser?
A primeira dúvida que surge quando se fala em fotobiomodulação é: devo usar laser ou LED?
A resposta está relacionada à área a ser tratada. Os lasers e LEDs têm eficiência muito semelhantes. A irradiação é a mesma. Ambos usam o mesmo irradiador de Arsenieto de gálio.
O Laser concentra toda energia numa linha de luz que penetra cerca de 3 a 8 cm de profundidade (dependendo do comprimento de onda).
É muito usado em tratamentos pontuais, áreas pequenas ou restritas.
O LED emite a mesma energia, penetra igual mas, espalha a luz em um ângulo maior (cerca de 20ºC).
Com o espalhamento e a possibilidade de usar vários diodos de uma vez só, a manta de LED se torna muit prática quando se quer tratar uma área maior.
Em quase todas as aplicações esportivas as mantas de LED acabam sendo mais rápidas.O operador fica com as mãos livres e são pré programados.
Comprimento de onda
A profundidade que a luz alcança é uma característica do comprimento de onda. Assim, um laser 660nm penetra o mesmo que um LED 660nm.
Dentro dessa faixa de radiação, quanto maior é o comprimento de onda, maior é a penetração, a luz vermelha (630nm até 690nm) penetra cerca de 3 a 4 cm.
Os comprimentos maiores, infravermelho curto (690nm em diante), penetra até 6 a 8 cm.
No esporte, devido a profundidade das áreas tratadas, a associação de LEDs vermelho e infravermelho é o ideal.
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